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Os Italianos e a Arte Brasileira

A presença de artistas italianos e de seus descendentes na arte é mais do que uma contribuição constante; é essencial na formação e no seu desenvolvimento. Não é possível entender a arte brasileira sem esta contribuição. Sem a ativa participação desses artistas, a história da arte brasileira seria inteiramente diferente e o que é hoje concebido como arte brasileira simplesmente não existiria.

A Semana de Arte Moderna de 1922, emblema da modernidade nacional, foi constituída tendo como base a obra do escultor Vitor Brecheret, filho de italianos, exemplo vivo e real de como poderia ser a nova arte. A própria idéia modernista - de que a arte não deve reproduzir academicamente as convenções, mas expressar, com inteira liberdade, as emoções e as novas concepções do homem e do mundo - afirmou-se por solidariedade e controvérsia, com a exposição de Anita Malfatti, em 1917. A artista - filha de mãe americana e pai italiano, o engenheiro Samuel Malfatti, que nasceu em Lucca, trabalhou em Campinas (SP) em estradas de ferro e, entre 1892 e 1894, foi deputado estadual -, depois de estudos no exterior, fez uma exposição na cidade de São Paulo que foi objeto de um violento artigo de Monteiro Lobato, ná época um dos mais influentes intelectuais brasileiros. O artigo, intitulado "Paranóia ou mistificação" publicado no jornal O Estado de São Paulo, transformou Mal fatti em mártir das novas idéias e forneceu o "inimigo" que os adeptos do modernismo precisavam. Em torno da artista e de seu trabalho arregimentaram-se os que lutavam pela nova arte.

Victor Brecheret
Anita Malfatti
Menoti del Picchia
Di Cavalcanti
Candido Portinari
Adoniran Barbosa